MARKETING PESSOAL E INSTITUCIONAL

A tomada de decisões do líder.

A tomada de decisões significa decidir ou escolher entre duas ou mais alternativas existentes.

Verifica-se ainda que, em alguns casos, não optar por nenhuma decisão, também pode ser considerada uma tomada de decisões.

Porém, iniciar um processo decisório e interrompê-lo ou abandona-lo sem uma solução, pode ser considerado uma indecisão.

Contribui com as informações acima, trazendo mais subsídios,  a definição de (SCHERMERHORN, 1999: 126):

 

A decisão é a escolha entre cursos de ação alternativos para lidar com um problema. O problema por sua vez, é a diferença entre a situação real e a situação desejada. (SCHERMERHORN, 1999: 126):

 

Para a tomada de decisão, há diversas explicações, dente elas existe a teoria que diz ser necessário haver duas ou mais alternativas, para se escolher, e também a discordância entre elas, conforme o conceito de (LACOMBE, 2006: 439).

 

Decidir é escolher entre duas ou mais alternativas . Se não há dissenso não há decisão. Só quando há conflito ou pelo menos discordância em relação ao curso de ação a ser seguido, isto é, mais de uma alternativa possível, haverá necessidade de decisão.  (LACOMBE, 2006: 439).

 

Decisões estruturáveis e não estruturáveis

 

Nas empresas, praticamente todos os mecanismos, as dinâmicas e os processos, requerem decisões do dia a dia, a curto prazo, tanto a tomada de decisões como o resultado.

Mas também existem as decisões mais complexas cujo surgimento é esporádico ou raro, e os resultados são a médio ou longo prazos.

As decisões corriqueiras são chamadas de decisões estruturadas, ou seja, há uma previsibilidade alta de seus resultados e conseqüências.

Já as decisões mais complexas, são mias raras e não há previsibilidade a curto ou médio prazo dos resultados e das conseqüências, e essas são chamadas de decisão não estruturadas ou não programáveis.

Porém, todas as decisões possuem uma parcela de riscos, em maior ou menor grau.

E a ferramenta de maior impacto do líder é a tomada de decisões.

Deve conter na plataforma de tomada de decisões do líder, a sua limitação funcional, os recursos materiais e humanos disponíveis, a ocasião e os prazos, e principalmente a tomada de decisões deve ocorrer para que de alguma forma favoreça o bom andamento dos objetivos e metas da empresa, sem perder de vista a satisfação dos colaboradores.

Diante do exposto, verifica-se que; decisões requer avaliação de custos/benefícios de sua implantação.

A tomada de decisões serve para encontrar soluções para problemas, para aproveitar uma oportunidade ou para gerenciar processos e pessoas.

Assim como existem os líderes estratégicos e os líderes operacionais, também a tomada de decisões se subdividem nessas duas categorias.

As decisões estratégicas são vinculadas aos líderes de nível estratégico, ou seja, sobre o produto ou serviço a ser desenvolvido pela empresa, sobre o local da instalação da empresa, alterações da implantação ou da cultura organizacional, estes tipos de decisões não são o foco deste trabalho, e sim as decisões operacionais.

A tomada de decisões operacionais, que corresponde ao líder operacional, objeto de estudo deste trabalho, são aquelas decisões voltadas para processos de trabalho, avaliação de funcionários, estilos de motivação de equipe, clima organizacional, envolve circunstâncias internas a empresa.

 

Aspectos psicológicos das decisões.

 

Para que o líder detenha capacidade para tomar decisões com boa probabilidade de acerto, além do poder legítimo (hierárquico), e do poder referente (influência positiva), ou o poder do saber (que detêm o conhecimento), é necessário também que o líder utilize o treinamento profissional e a experiência, que formam a intuição.

A intuição, que é formada pelo acúmulo de experiência, pode ser uma ferramenta informal eficiente na tomada de decisões.

A intuição produz respostas rápidas subsidiando o líder a tomar decisões.

Mas como nenhum método de tomada de decisões é infalível, ou seja, o risco e o erro fazem parte do processo, utilizar os métodos formais e também a intuição, oferece maior probabilidade de acerto nas decisões.

Mas os aspectos psicológicos do líder que podem conduzi-lo a uma decisão mais viável, também pode camuflar a realidade e produzir armadilhas que influenciarão de forma a prejudicar a tomada de decisões.

São armadilhas do psicológico do líder conforme verifica-se abaixo:

Fixação exagerada em uma única informação para formar sua convicção e a partir de então tomar a decisão.

Uma única fonte de informação pode não conter a real situação.

Por isso, deve-se buscar as informações em diversos ambientes ou recursos como estatísticas, comentários, avaliações, etc.

O “status quo”, ou seja, o congelamento de posturas e decisões, manter as coisas sempre como estão.

Não tomar decisões, quando há um problema a ser gerenciado, ou uma oportunidade a ser aproveitada, pode ser confortável, cômodo, naquele momento, entretanto, poderá trazer conseqüências no futuro a médio ou longo prazo.

Decisões passadas equivocadas não devem ser mantidas para o futuro.

Se for detectado que a decisão não foi a mais adequada para causar o efeito esperado, deve-se desprender-se dessa decisão e tomar novas decisões, utilizando inclusive o erro como subsídio para os acertos futuros.

A confirmação da evidência, é outra armadilha psicológica pelo qual pode afetar o tomador de decisões.

Ocorre quando optou-se por uma decisão entre as demais, e procura-se opiniões de pessoas, sobre a decisão, mas aquelas pessoas que já sabemos que por algum motivo não irão contrariar a decisão escolhida.

Então, é interessante que se busque opiniões de pessoas neutras à solução encontrada.

Projeções e estimativas exageradas também devem ser evitadas.

A projeção de que é 100% eficaz determinada decisão, pode camuflar possíveis questões que inviabilizem o projeto.

Ou acreditar que determinada decisão é 100% inviável também pode camuflar a realidade que contenha fatores positivos.

A informação é uma das matérias prima mais valiosas para o líder poder aplicar seu sistema de tomada de decisões.

Não há limitações ou padrão único para a coleta de informações.

Cada empresa, cada setor e cada líder devem instituir sistemas de informações que subsidiarão na tomada de decisões a curto, médio e longo prazo.

As informações devem ser coletadas de diversos recursos e a sua utilização será baseado nas características das decisões a serem tomadas e dos problemas ou oportunidades  apresentados.   

Entretanto, não se deve produzir e armazenar informações exclusivamente para criar estatísticas, e sim para subsidiar a tomada de decisões.

Pode-se definir informações como sendo:

  • Relatórios;
  • Custos;
  • Avaliação de desempenho;
  • Comentários;
  • Registro de dados de pessoas ou processos;
  • Estatísticas;
  • Documentos;
  • Produção.

As fontes das informações podem ser internas ou externas às empresas.

É importante manter flexibilidades e não utilizar apenas o quadro de informações para as decisões, a intuição, a motivação, a circunstância, custo/benéfico, também devem fazer parte do processo decisório.

Quanto mais o líder se desprender dos vícios de seu psicológico e mais informações obter para a tomada de decisões, mais próximo da alternativa mais viável ele chegará.

 

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